A turnê “Tinnitus Sanctus” passou pelo Brasil com um único show em São Paulo, neste domingo, dia 15. Intercalado por piadas e comentários espirituosos do anfitrião da noite, o vocalista Tobias Sammet, o show começou com quase meia hora de atraso e c
om uma platéia que não enchia a metade da pista do Credicard Hall - que teve seu tamanho reduzido pela montagem das cadeiras em sua parte anterior.
Recuperado de uma gripe que o deixou com voz de sapo rouco no início do mês - as palavras são do próprio vocalista - Tobias Sammet se portou como um verdadeiro ‘entertainer’ na chuvosa noite de São Paulo. Além de abusar dos agudos, levou a platéia, menor do que gostaria, a cantar, pular e rir de seus gracejos.
Logo na primeira vez que se dirigiu ao público, soltou um ‘do caralho’. Pela reação efusiva da platéia, repetiu, ao longo do show, diversas vezes a expressão até comentar “Eu ainda não sei o que isso significa”. Risadas gerais.
Quanto ao público, foi se animar de verdade depois de “Ministry of Saints”. Não sei se porque os ‘riffs’ dessa música são do tipo que fazem jogar mão pra cima e tirar o pé do chão - não é só Ivete Sangalo que tem esse poder - ou se porque o vocalista pediu mais entusiasmo antes de iniciar a canção. Daí pra frente parece que a platéia se multiplicou e ficou maior do que realmente era.
Um ponto forte do Edguy é sua nítida satisfação com o que faz. São bons músicos, têm boas músicas e transmitem ao público a alegria de poder viver disso. Diferente de muitos medalhões - e eu me recuso a citar nomes - que fazem um show perfeito, porém mecânico. Não falo de bandas cuja técnica apurada é às vezes maior que o ‘feeling’ - esses também parecem fazer o que gostam. Falo de bandas que há muito perderam a paixão pela estrada e cujas apresentações, ainda que perfeitas, parecem apenas uma obrigação.
Divagações à parte, voltemos ao Edguy. Com um jeitão eternamente adolescente, Tobias e banda cativam até quando excedem certos limites. Antes de iniciar “Save Me”, a balada melosa do “Rocket Ride”, o vocalista pergunta quantas garotas gostariam de ‘get fucked’ por ele. E as mais assanhadas não hesitam em levantar a mão. Não é certeza, mas tenho a impressão que depois dessa voaram algumas calcinhas no palco. E Tobias emenda: “E quantos rapazes gostaria de ‘get fucked’ pelo baterista?” para depois se voltar para Felix Bohnke dizendo que ele teria algumas chances com o público. De novo pra platéia: “Ele é gay mas é um bom baterista”.
Outra piadinha boba antes de “The Headless Game”. Sammet pergunta: “Vocês conhecem uma banda chamada Hammerfall? Bom, essa não é uma música do Hammerfall; é uma música do Edguy”. No meio da canção, não resiste e canta “Let the Hammer...”; e a platéia responde: “Fall...”.
Sammet, é fato, rouba a cena, mas não é correto dizer que o restante da banda não se diverte: caretas, gargalhadas e muito movimento no palco - para desespero dos fotógrafos que correm de um lado para o outro no curto tempo que têm para registrar o espetáculo.
A força de seu carisma justifica o ‘frontman’ ter tanto fãs: Sammet usou o fato de a platéia ser pequena para fazer deste um show especial, dizendo que aqueles que não estavam presentes estariam perdendo um grande show. Falou à platéia que a banda foi persuadida a desistir do show em função de grandes bandas terem marcado suas apresentações em solo brasileiro. E conta, para delírio do fã, que a banda não abre mão de tocar no Brasil.
O falatório não é apenas uma forma de deixar o público feliz. Conversando, antes do show, com uma pessoa ligada à produção, fiquei sabendo que realmente tentaram convencer a banda de fazer o show em outra época, mas que o ‘tour manager’ e a própria banda foram teimosos. Logo depois do ‘discurso’ a banda dedica “King of Folls” para quem optou em não ir ao show para guardar dinheiro para ver o Kiss, por exemplo.
Quase duas horas depois de seu início, e tendo “Superheroes” (dedicada aos fãs brasileiros), “Lavatory Love Machine”, “The Pride of Creation” e “Vain Glory Opera”, entre outras, em seu repertório, o show do Edguy encerra a noite deixando no ar um clima de satisfação e alegria.
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Recuperado de uma gripe que o deixou com voz de sapo rouco no início do mês - as palavras são do próprio vocalista - Tobias Sammet se portou como um verdadeiro ‘entertainer’ na chuvosa noite de São Paulo. Além de abusar dos agudos, levou a platéia, menor do que gostaria, a cantar, pular e rir de seus gracejos.
Logo na primeira vez que se dirigiu ao público, soltou um ‘do caralho’. Pela reação efusiva da platéia, repetiu, ao longo do show, diversas vezes a expressão até comentar “Eu ainda não sei o que isso significa”. Risadas gerais.
Quanto ao público, foi se animar de verdade depois de “Ministry of Saints”. Não sei se porque os ‘riffs’ dessa música são do tipo que fazem jogar mão pra cima e tirar o pé do chão - não é só Ivete Sangalo que tem esse poder - ou se porque o vocalista pediu mais entusiasmo antes de iniciar a canção. Daí pra frente parece que a platéia se multiplicou e ficou maior do que realmente era.
Um ponto forte do Edguy é sua nítida satisfação com o que faz. São bons músicos, têm boas músicas e transmitem ao público a alegria de poder viver disso. Diferente de muitos medalhões - e eu me recuso a citar nomes - que fazem um show perfeito, porém mecânico. Não falo de bandas cuja técnica apurada é às vezes maior que o ‘feeling’ - esses também parecem fazer o que gostam. Falo de bandas que há muito perderam a paixão pela estrada e cujas apresentações, ainda que perfeitas, parecem apenas uma obrigação.
Divagações à parte, voltemos ao Edguy. Com um jeitão eternamente adolescente, Tobias e banda cativam até quando excedem certos limites. Antes de iniciar “Save Me”, a balada melosa do “Rocket Ride”, o vocalista pergunta quantas garotas gostariam de ‘get fucked’ por ele. E as mais assanhadas não hesitam em levantar a mão. Não é certeza, mas tenho a impressão que depois dessa voaram algumas calcinhas no palco. E Tobias emenda: “E quantos rapazes gostaria de ‘get fucked’ pelo baterista?” para depois se voltar para Felix Bohnke dizendo que ele teria algumas chances com o público. De novo pra platéia: “Ele é gay mas é um bom baterista”.
Outra piadinha boba antes de “The Headless Game”. Sammet pergunta: “Vocês conhecem uma banda chamada Hammerfall? Bom, essa não é uma música do Hammerfall; é uma música do Edguy”. No meio da canção, não resiste e canta “Let the Hammer...”; e a platéia responde: “Fall...”.
Sammet, é fato, rouba a cena, mas não é correto dizer que o restante da banda não se diverte: caretas, gargalhadas e muito movimento no palco - para desespero dos fotógrafos que correm de um lado para o outro no curto tempo que têm para registrar o espetáculo.
A força de seu carisma justifica o ‘frontman’ ter tanto fãs: Sammet usou o fato de a platéia ser pequena para fazer deste um show especial, dizendo que aqueles que não estavam presentes estariam perdendo um grande show. Falou à platéia que a banda foi persuadida a desistir do show em função de grandes bandas terem marcado suas apresentações em solo brasileiro. E conta, para delírio do fã, que a banda não abre mão de tocar no Brasil.
O falatório não é apenas uma forma de deixar o público feliz. Conversando, antes do show, com uma pessoa ligada à produção, fiquei sabendo que realmente tentaram convencer a banda de fazer o show em outra época, mas que o ‘tour manager’ e a própria banda foram teimosos. Logo depois do ‘discurso’ a banda dedica “King of Folls” para quem optou em não ir ao show para guardar dinheiro para ver o Kiss, por exemplo.
Quase duas horas depois de seu início, e tendo “Superheroes” (dedicada aos fãs brasileiros), “Lavatory Love Machine”, “The Pride of Creation” e “Vain Glory Opera”, entre outras, em seu repertório, o show do Edguy encerra a noite deixando no ar um clima de satisfação e alegria.